Edificado entre 1832 e 1834, tendo o primeiro sepultamento em 1836, o cemitério representou uma transformação no costume da sociedade, mudança de comportamento que foi relevante para as condições de higiene e saúde do município.
Quando da epidemia de febre amarela, em 1850, o governo determinou que os cadáveres fossem sepultados nos cemitérios, não mais em suas igrejas, visando maior salubridade à comunidade. Nosso município já havia iniciado esta postura há 14 anos.
Desativado em 1882, por não mais atender as necessidades básicas de salubridade e espaço, foi edificado um outro “maior e mais distante do centro”, o atual Cemitério Municipal.
Localizada na entrada do antigo cemitério, foi edificada em alvenaria de tijolos e argamassa de barro, “trata-se de um dos prédios mais antigos de que temos notícias a utilizar-se desta técnica e, talvez, um dos pioneiros do nosso município”.
O campanário - torre sineira- demolido, que segundo relato teria sido “construído em taipa e por escravos” foi novamente construído em 1986
Passou por inúmeras reformas, algumas bem significativas, como a de 1888, que ampliou a parte posterior do corpo existente para abrigar o altar e os corpos que são velados até os dias de hoje.
Em 1995, a capela foi restaurada através do convênio firmado entre a Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que acompanhou e executou as prospecções na capela, através da equipe técnica do DPH, e a Construtora Sérgio Porto que patrocinou toda obra.
Neste trabalho, o DPH realizou prospecções, identificando vãos originais alterados com o tempo, e que nesta época foram reconstituídos...
O pequeno e histórico Largo São Miguel é formado por uma área cercada de pequenas edificações e um cruzeiro - símbolo de devoção e um ícone nos dias de hoje.
Fonte: FCCR
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