quarta-feira, 19 de outubro de 2011

HISTÓRIA DE SÃO MIGUEL



A Igreja Católica tem em alto conceito a devoção aos Santos Anjos. Acredita na sua existência que é provada por muitas citações bíblicas, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Sabe e ensina, que os anjos, como Santos mensageiros de Deus, desempenham uma missão especial em nosso favor. São defensores, do corpo e da alma, em todos os perigos,  principalmente na hora da morte.

Como um dos primeiros, senão o primeiro e mais eminente dos espíritos celestiais, os livros sagrados nos apresentam S. Miguel. O profeta Daniel dá a S. Miguel o título de Príncipe dos Anjos, e a Igreja enumera-o entre os arcanjos. Seu nome tem o significado de “Quem é como Deus ?” pois foi S. Miguel que se pôs à frente dos anjos fiéis contra Lúcifer, o chefe dos anjos rebeldes, em defesa da autoridade de Deus. S. Miguel, por tanto, é um espírito guerreiro, arauto de Deus, e Príncipe dos exércitos celestiais. A arte cristã o apresenta como tal, em armadura brilhante, com lança e espada, em vôo como de mergulho se precipitando sobre o dragão infernal, e, fortemente o investindo, fazendo-o sentir o vigor irresistível do pé vitorioso, arremessa-o às profundezas do inferno.

São Miguel pelos judeus era havido como protetor do povo eleito. Segundo o Apóstolo S. Judas (v. 9.) o cadáver de Moisés estava entregue aos cuidados do arcanjo. Foi este mesmo arcanjo, quem apareceu a Josué antes da tomada de Jericó e lhe prometeu seu auxílio; foi S. Miguel que defendeu os israelitas contra as hostes de Senacherib, desbaratando-as; foi ainda S. Miguel, quem se opôs a Balaam, quando ia amaldiçoar o povo de Deus. Heliodoro experimentou a força vingadora do arcanjo, quando se aparelhou para praticar o roubo sacrílego do templo. (2. mac. 3, 25).





Da sinagoga e do povo eleito a missão de S. Miguel se transferiu à Igreja de Cristo. Numerosas são as suas aparições registradas na história da Igreja. Seu nome é mencionado várias vezes no sacrifício da Santa Missa. No “Confiteor” o sacerdote se dirige ao arcanjo S. Miguel, e invoca sua intercessão junto de Deus. Sobre o incenso, na missa solene é invocado seu nome. Ao Santo anjo, isto é,  a S. Miguel o sacerdote logo depois da consagração se dirige, com o pedido de levar o santo sacrifício ao altar sublime de Deus. Terminada a missa rezada, em uma oração especial o povo pede a S. Miguel que o defenda no combate; cubra-o com o seu escudo contra os embustes e ciladas do demônio; precipite ao inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. S. Miguel é ainda o patrono dos agonizantes, o guia das almas dos defuntos para o céu, como faz lembrar o texto do ofertório da missa de “Requiem”.


Na história da Igreja são mencionadas duas aparições de S. Miguel: Uma ao Papa Gelásio I no monte Gargano. A festa de hoje é a comemoração deste fato e da consagração da Igreja de S. Miguel naquele lugar. Mais conhecida é a outra, de que foi dignado o Papa S. Gregório, o Grande, em ocasião de em Roma grassar a peste.


São Miguel apareceu ao Papa no Castelo de Santo Ângelo e em sinal de cessão da epidemia, meteu a espada na bainha. Realmente a epidemia imediatamente parou de fazer vítimas.

ORAÇÃO A SÃO MIGUEL ARCANJO

Oração a São Miguel Arcanjo

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém!

Fonte: http://www.arcanjomiguel.net

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

CAPELA DE SÃO MIGUEL

Construída em meados do século XIX, entre 1851-1863; está inserida em um contexto importante da história da cidade como monumento representativo do 1o Cemitério Público.

Edificado entre 1832 e 1834, tendo o primeiro sepultamento em 1836, o cemitério representou uma transformação no costume da sociedade, mudança de comportamento que foi relevante para as condições de higiene e saúde do município.

Quando da epidemia de febre amarela, em 1850, o governo determinou que os cadáveres fossem sepultados nos cemitérios, não mais em suas igrejas, visando maior salubridade à comunidade. Nosso município já havia iniciado esta postura há 14 anos.

Desativado em 1882, por não mais atender as necessidades básicas de salubridade e espaço, foi edificado um outro “maior e mais distante do centro”, o atual Cemitério Municipal.

Localizada na entrada do antigo cemitério, foi edificada em alvenaria de tijolos e argamassa de barro, “trata-se de um dos prédios mais antigos de que temos notícias a utilizar-se desta técnica e, talvez, um dos pioneiros do nosso município”.

O campanário - torre sineira- demolido, que segundo relato teria sido “construído em taipa e por escravos” foi novamente construído em 1986

Passou por inúmeras reformas, algumas bem significativas, como a de 1888, que ampliou a parte posterior do corpo existente para abrigar o altar e os corpos que são velados até os dias de hoje.

Em 1995, a capela foi restaurada através do convênio firmado entre a Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que acompanhou e executou as prospecções na capela, através da equipe técnica do DPH, e a Construtora Sérgio Porto que patrocinou toda obra.

Neste trabalho, o DPH realizou prospecções, identificando vãos originais alterados com o tempo, e que nesta época foram reconstituídos...

O pequeno e histórico Largo São Miguel é formado por uma área cercada de pequenas edificações e um cruzeiro - símbolo de devoção e um ícone nos dias de hoje.


Fonte: FCCR